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Educação no
trânsito
Mantenha distância
Na
dúvida não ultrapasse
Velocidade de segurança
Evite
queimadas
Deveres
passageiros
Meio ambiente
História do trânsito
Curiosidades
Se beber, não dirija
Saúde do condutor
Frases pára-choques
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Conduta do motorista
É de elevada
importância a conduta do motorista ao dirigir na via pública, com o fim de
não se tornar um causador de acidentes e de estar apto a defender-se contra
possíveis distúrbios causados por outros. O condutor deve manter seus
reflexos em harmonia e dirigir, sempre, com a máxima atenção.
Cuidado com
o sono
O sono e o
cansaço são fatores consideráveis no índice de acidentes de trânsito. O bom
senso determina que, ao menor sinal de um desses fatores (geralmente
aparecem em conjunto), paremos o mais rapidamente possível, para descanso. O
sono e o cansaço vão conduzir-nos a um estado mental chamado "hipnose de
estrada", isto é, dormir com olhos abertos.
Muitas vezes
encontramos nos jornais uma notícia sobre acidente rodoviário, acompanhada
do seguinte comentário: "Supõe-se que o motorista tenha adormecido na
direção".
Das 23 às 04
horas é o período em que normalmente o cidadão esta dormindo. Essa é a
explicação para os acidentes de trânsito por fadiga e sono serem mais comuns
exatamente nesses horários. Além disso, nesse intervalo, o trânsito é menos
intenso, sugerindo uma atenção menor ao volante.
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O ruído uniforme do motor, as luzes do painel, a
cor monótona da estrada acinzentada contribuem para acelerar o processo do
sono, principalmente para quem já está cansado.
De fato, o
motivo de tudo poderia ser encontrado no sono provocado pela fadiga do
motorista e o acidente poderia ter sido evitado com um descanso.
Nosso
desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono.
O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a
coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica
comprometida. Ou seja: sem o merecido descanso, o organismo deixa de cumprir
uma série de tarefas importantíssimas.
Na idade adulta,
normalmente sete horas e meia fornecem um descanso adequado.
A Mercedes testa um sistema ousado
para dar ao motorista uma força no trânsito: o carro faz um
eletroencefalograma de quem está guiando. Se as ondas cerebrais indicarem
sonolência, o banco vibra e toca um alarme sonora. O único problema é que o
motorista ainda precisa ficar com fiosinhos conectados à cabeça. Mas já
existe uma tecnologia que mede o fluxo de sangue no cérebro usando luz
infravermelha - ou seja, sem eletrodos.
Proteja-se contra o ofuscamento
Ofuscamento é o
fenômeno provocado pelo reflexo ou intensidade de luz natural ou artificial
incidindo direta ou indiretamente sobre os olhos do motorista. Esses feixes
de luzes provocam a contração da pupila, chegando a ocasionar perda parcial
ou total, momentânea, da visão.
Num período
aproximado de 7 segundos, um veículo a 80 km/h percorre 156 m, o que
corresponde à distância em que o motorista ficaria com a visão prejudicada
causada pelo ofuscamento. É por isso que devemos usar luz baixa ao cruzar
com outro veículo.
Você sempre
pode dirigir com luz baixa, mesmo em estradas muito escuras. A luz alta só
deve ser usada quando não atrapalhar ninguém. Ao ver um veículo em sua
frente, ou em sentido contrário, abaixe a luz. Não provoque uma batalha,
porque a guerra do farol alto é fatal para os dois lados.
Além da
luminosidade dos faróis altos dos outros veículos, poderão ocasionar
ofuscamento: o sol refletido nos cromados do veículo à frente, incidindo
diretamente no nosso olho através do vidro do pára-brisa; os raios solares
incidindo diretamente sobre os olhos do motorista.
Nunca
faça uso de bebidas alcoólicas
As bebidas alcoólicas
são responsáveis por elevada taxa de acidentes e por sua alta gravidade.
Dosagem de álcool na corrente sanguínea provoca o afrouxamento da percepção
e o retardamento dos reflexos. Dosagem excessiva conduz à perigosa
diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência do perigo. Todo condutor em estado de
embriaguez, mesmo leve, compromete gravemente sua segurança e a dos demais usuários da via.
A concentração de 0,6
gramas de álcool por litro de sangue comprova que o condutor se acha
impedido de dirigir veículo automotor. Para tornar mais compreensível o que
significa a concentração de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue,
esclarecemos que, uma pessoa que pese em torno de 60 kg já entra na faixa
perigosa se beber duas latas ou copos de cerveja ou chope, duas canecas ou
copos de vinho, ou então duas doses de uísque, conhaque ou aguardente.
Exemplos da atuação do álcool no organismo:
a)
O álcool diminui a capacidade de reação. Ele causa depressão e pode
levar o motorista a um estado de relaxamento. Pode também causar um falto
estado de bem-estar e, com isso pode também provar a sensação de euforia e
excesso de confiança;
b)
O álcool reduz a inibição e aumenta o risco de acidente. O primeiro
efeito tende a eliminar a normal inibição. A habilidade para controlar as
más condições do trânsito torna-se quase inexistente. Ele prejudica a
capacidade de julgamento de situações e induz o motorista a desrespeitar as
normas de trânsito, sem considerar suas conseqüências.
c) O
álcool debilita o controle neuromuscular. O motorista não pode dividir sua
atenção satisfatoriamente depois de uma pequena dose de bebida. A habilidade
de mudar a atenção de um acontecimento para outro, ou fazer as duas coisas
de uma vez, que é exigida para direção segura, se torna em grande parte
reduzida.
d) O álcool
afeta a visão, causando dupla visão. Um motorista não pode julgar
corretamente a velocidade de seu carro ou dos outros. Ele não pode julgar
adequadamente a distância em que se encontra em relação a outros carros. Os
olhos tendem a movimentar-se mais lentamente.Eles tendem a fixar-se em
alguma coisa e não cobrem as cenas de lado a lado. O álcool torna demorado o
tempo de reação. As reações rápidas que o motorista deve ser capaz de fazer
tornam-se mais difíceis. O álcool começa a debilitar o motorista logo depois
do primeiro trago. Naturalmente, à medida que vai bebendo, os efeitos
negativos vão aumentando rapidamente. O álcool atua diferentemente em cada
indivíduo, com um diferente grau de deterioração na habilidade de direção.
Portanto, não existe uma fórmula simples que possa ser dada igualmente para
quem bebe. O tempo é fator principal na redução dos efeitos do álcool, no
corpo humana. Exercício, ar fresco, banho de água fria, café e outros
remédios não removem o álcool da corrente sangüínea.
Aspectos Médico-Sociais do Trânsito
Saúde do Motorista
Os Acidentes não
ocorrem por acaso
Sob o ponto de vista,
a fadiga, doenças cardiovasculares, efeitos de drogas, álcool, deficiência
dos órgãos de visão-audição, além de condições psíquicas adversas, são
fatores que podem precipitar a ocorrência de um acidente.
A habilidade de um
motorista reside na razão direta de suas possibilidades psicofisiológicas e
do grau de seu treinamento.
Um apreciável número
de acidentes é devido a um déficit visual, responsável pela apreciação
imperfeita das imagens, distâncias e velocidade.
Dirigir um automóvel,
hoje em dia, constitui verdadeira aventura e devemos conhecer nossas reais
possibilidades antes de tomar o volante.
Outro problema se
refere à ingestão, às vezes mesmo moderada, de álcool, drogas psicotrópicos
e tranqüilizantes, além de distúrbios do comportamento psíquico dos
motoristas. A ocorrência de tais fatores deve ser impedida, uma vez que as
conseqüências serão sempre danosas.
Cuidados ao volante
As exigências de
ordem física e mental que capacitam um individuo a dirigir um automóvel,
estão na dependência não só da sua própria constituição, mas também do tipo
de veículo e suas finalidades. Três são os tipos de veículos a considerar: o
carro de passeio, o veículo comercial e o de transporte de passageiros. Os
motoristas destes dois últimos raramente escolhem as horas em que devem
dirigir e tampouco o caminho a percorrer. Já o motorista do carro
particular, na maioria dos casos, pode escolher a ambos. Os motoristas de
veículos comerciais e de transporte de passageiros trabalham mais horas
diárias do que os de carros particulares.
Por isso, as atenções
devem ser redobradas no sentido de verificar que a máquina humana deve
sempre estar em boas condições para poder corresponder às exigências, cada
vez maiores, impostas não só pela alta velocidade, como também pelo número
crescente de veículos em circulação.
Não há dúvida nesse
particular de que um atitude de indecisão ante o perigo, tempo de reação
retardado, distúrbios emocionais e em capacidade física, incluídas as
imperfeições dos órgãos sensoriais, são basicamente responsáveis pela
maioria de acidentes.
Assim, a principal
causa de acidentes reside no próprio motoristas, sua inteligência, seu
sentido de responsabilidade pessoal, suas reações aos vários estímulos
externos em condições normais e sob "stress", e ainda sua habilidade em bom
ou mau estado de saúde.
Na avaliação das
condições necessárias para que um indivíduo possa dirigir, dever ser levado
em conta o tempo de exposição ao risco de acidente. Assim, quem dirige 8
horas diárias tem mais probabilidade de apresentar, enquanto dirige, uma
deficiência qualquer de que porventura seja portador, do que aquele que
opera algumas horas por semana, em trajetos curtos. No primeiro, qualquer
tipo de deficiência pode ser acentuada não só pela fadiga e monotonia, como
pelos altos níveis de ruído ambiente, que excedem 100 decibéis em voluma,
por vezes, dentre da cabine de um veículo de transporte pesado ou de
passageiros, com repercussão evidente sobre o estado emocional do motorista.
Cuidado com a ingestão de medicamentos
O uso de drogas é de
alto risco para a segurança do motorista. Os tranqüilizantes e
anti-alérgicos podem provocar confusão, perda de atenção e sonolência.
Pílulas estimulantes podem prejudicar a capacidade de concentração e criar
um falso estado de autoconfiança. Doses elevadas de analgésicos são
extremamente perigosos.
O uso de medicamentos
pode constituir sérios problemas para quem dirige. Grande parte desses
medicamentos possui substâncias capazes de reduzir a capacidade do indivíduo
na sua tarefa de dirigir, sendo, também, responsáveis por grande número de
acidentes.
De forma alguma
devemos assumir a responsabilidade de dirigir um veículo sob o efeito de
qualquer medicamento, sem antes estarmos devidamente autorizados pelo médio
que o prescreveu.
Todos os medicamentos
que sejam calmantes ou anti-histamínicos (anti-alérgicos), poderão produzir
os mesmos efeitos de retardamento dos reflexos. E usados concomitantemente
com o álcool produzirão efeitos imprevisíveis (excitação máxima seguida de
pressão violenta).
Fique atento aos
Perigos nas Rodovias
Os acidentes
rodoviários ocorrem, quase sempre, por falhas humanas. As estatísticas
mostram que os acidentes acontecem, na sua maioria, nos finais de semana
prolongado, quando aumenta o número de motoristas inexperientes nas
rodovias.
Existem coisas que
muita gente desconhece ou não pratica quando em viagem, eis algumas
recomendações importantes para a realização de uma boa viagem, isto é,
aquela que tem ida e volta:
a) Faça
o possível para não dirigir à noite. Caso tenha que dirigir, vá até o limite
mais sensato. Não force a resistência de seu organismo. Se der sono no meio
do caminho, pare e descanse um pouco.
b) Ande
sempre dentro dos limites de velocidade. Quanto mais depressa você estiver
andando, maior será o espaço que necessitará para parar o veículo ou
desviá-lo dos obstáculos.
c) Você
pode ser o motorista mais prudente do mundo, mas se o seu veículo não
estiver em perfeita ordem, isso não vai significar muita coisa. O veículo é
o responsável por um grande número de acidentes. Garanta-se com uma revisão
periódica e completa, verificando o estado dos amortecedores, freios, faróis
e pneus.
d) Não
beba. Cerca de 25% das vítimas fatais de acidentes apresentam sinais de
álcool no sangue.
e) Você
sempre pode dirigir com luz baixa, mesmo em rodovias muito escuras. A luz
alta só deve ser usada quando não atrapalhar ninguém. Ao ver um veículo em
sua frente, ou em sentido contrário, abaixe a luz. Não provoque uma batalha,
porque a guerra do farol alto é fatal para os dois lados.
f) Respeitar
a sinalização é ter respeito pela própria vida. A sinalização é feita para
orientar, indicar pontos críticos e impedir manobras perigosas em trechos
proibidos.
g) Use
o triângulo quando estiver enguiçado na via. Nas curvas ele deve ser aberto
em lugar bem visível. Nas retas também a 50 metros do seu veículo. O
triângulo existe para alertar os motoristas que vêm atrás.
h) Os
pneus carecas são perigosos. Os desenhos dos pneus têm funções específicas:
garante aderência no pavimento, evitam derrapagem e segura o veículo quando
você freia. Quatro pneus novos custam menos que uma vida.
i) Não
use telefone celular, fones nos ouvidos ou viva-voz, eles tiram a sua
atenção do trânsito.
j) Na condução ou de carona de moto use capacete
de segurança.
k) Transitando de bicicleta
saiba como se comportar no trânsito.
l) Conheça os Direitos e Deveres dos Pedestres.
m) Respeitar a sinalização é ter respeito pela
própria vida. A sinalização é feita para orientar, indicar pontos críticos e
impedir manobras perigosas em trechos proibidos.
n) É
obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas
as vias do território nacional.
o) As
crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos
traseiros. Se você tiver que
transportá-las, consulte antes a
Resolução do CONTRAN nº15/98 e fique por dentro das recomendações.
Comportamento de passageiros de veículos
particulares e coletivos
Comportar-se como
passageiro de veículo particular ou coletivo é:
a) Proceder
condignamente perante os outros ocupantes e principalmente perante o
motorista, que precisa de segurança enquanto dirige:
b) Usar o seu
direito, respeitando o direito alheio;
c) Não perturbar o
motorista com conversas desnecessárias, fazendo com que ele desvie a atenção
do que está fazendo;
d) Não fazer
brincadeiras que distraiam ou irritem o motorista ou os ocupantes do
veículo.
Lembre-se, "conhecer as leis de
trânsito e cumpri-las é dirigir com segurança e conseqüentemente evitar
acidentes".
Envolvimento
do homem nos acidentes
Fatores psicológicos e emocionais
Dirigir
um veículo é a iniciativa que assumimos da mesma forma que também
assumimos diversas outras coisas no nosso dia-a-dia. Na complexidade da
execução dessa iniciativa estão as nossas emoções. Estas
influenciarão favoravelmente em qualquer resultado, se disciplinadas e
controladas. E, ao contrário, isto é, com resultados negativos e até
imprevistos, se não exercermos nenhum controle sobre nossas emoções e
atitudes.
O
ato de dirigir um veículo implica controle absoluto dessas emoções e
atitudes. Poderíamos
classificar como ato inseguro, dirigir o veículo, acometido de intensa
alegria, tristeza ou depressão. A agressividade descarregada na
direção de um veículo é fator contribuinte respeitável no aumento
das estatísticas dos acidentes de trânsito, particularmente nos casos
em que eles se revestem de maior gravidade.
O
acelerador, a alavanca de mudança de marchas e o freio transformam-se em
pára-raios, que recebem descargas de diversas intensidades, variando
proporcionalmente o grau de desequilíbrio psicoemocional de cada
motorista. A máquina inconsciente, conduzida por um ser consciente
inconseqüente, leva ao prejuízo material, à dor, sob todos os seus
aspectos, e à morte, atingindo muitas vezes pessoas indefesas.
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