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Educação

Educação é uma função social das mais importantes, sendo uma das mais essenciais, não só nos dias de hoje, como desde o início da história. Não houve sociedade, por mais simples e modesta que fosse a sua cultura, que tivesse existido sem passar por esse processo.

É claro que a organização, a estrutura e os próprios agentes dessa função, tem variado, porém ela sempre existiu. Em seu sentido estrito, a educação consiste na ação da geração adulta sobre a geração jovem, tendo como finalidade, capacitá-la para conviver.

Segundo a enciclopédia Wikipédia,  Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.

Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. A prática educativa formal — que ocorre nos espaços escolarizados, quer sejam da Educação Infantil à Pós Graduação — dá-se de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas.

 

No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade, dá-se o nome de Educação tecnológica.

A educação sofre mudanças, das mais simples às mais radicais, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na sociedade. Mas, acontece também no dia-a-dia, na informalidade, no cotidiano do cidadão. Nesse caso sendo ela informal.

Educação no Trânsito

Nos ensinou Geraldo Lemos Pinheiro, Juiz do Tribunal de Alçada de  São Paulo, em sua Obra Anotações à Legislação Nacional de Trânsito, "Educar para prevenir" é um conceito básico para o problema de acidentes. E essa educação envolverá, obrigatoriamente, tanto o pedestre como o motorista, mas em especial deve ser cuidada a educação da infância e da juventude.

Nada terá sentido, no entanto, se não houver um sistema racional de trabalho, objetivando plantar a semente, para colher os frutos no futuro, bem como procurar trazer para conviver e conhecer o problema educação, novos elementos para a dinamização de campanhas.

Entendemos que o ensino sobre regras e preceitos de trânsito e segurança deve ser obrigatório nas escolas de todos os graus, atingindo até às Universidades.

Mas a educação de trânsito não deve se limitar somente aos ensinamentos, regras, técnicas e prudências, mas deve atingir, também, a vida em sociedade, através de normas de comportamento e boas maneiras de motoristas e pedestres.

O ensino de educação de trânsito nas escolas não deve corresponder simplesmente a objetivo de longo prazo, mas deve visar, também, a propósito de curto prazo. Isto porque dele dependem a segurança e a proteção da vida e da integridade física dos alunos na dinâmica viária.

Hoje é ponto pacífico a visão de Anísio Teixeira, que "Educação é Vida". A primeira responsabilidade da aceitação do posicionamento pragmático é que a Escola deve participar dos anseios, desejos e angústias da sua sociedade. Assim sendo, considerando-se a contínua e constante transformação social, o conceito de currículo não podia se ater à uma árida listagem de matérias.

No sentido amplo, currículo é a soma de experiência, que se oferece ao aluno sob os auspícios da Escola.

A partir deste conceito, verificamos que a transmissão do conhecimento, além da seleção do seu próprio conteúdo nesta ótica educacional, já percebe e compreende a presença do aluno como ser participante do seu próprio crescimento, e por isso mesmo, ser ativo e atuante na sociedade que se insere.

Ora, se esta sociedade atual brasileira, está estimulada, através de seus meios de transportes, a produzir um constante e contínuo deslocamento de cultura, comércio e valores, por intermédio das suas rodovias, a educação é a disciplina do uso dessas facilidades cotidianas, que devem ser conscientizadas pelo indivíduo em qualquer estágio de sua faixa etária, cabendo à escola estimular esta conscientização, como membro ativo e participante da sociedade.

Desta forma, a Escola, a Família, o Estado, todos enfim, devem ser responsáveis pela segurança das crianças no trânsito, o que fundamenta de imediato a necessidade imperiosa da Educação para o Trânsito. Esse conjunto de elementos devem ser responsáveis pela melhoria do trânsito em geral, onde tal educação não pode, em hipótese alguma, ser dispensada pura e simplesmente.

Segundo o Blog do Trânsito, a educação para o trânsito nas escolas, no Brasil, foi decretada em 1997 e até hoje, 2011, não funciona.

Acredito que se fosse levado a sério, hoje poderíamos estar colhendo os frutos. Como nada foi feito os condutores continuam necessitando de uma melhor educação. Isso faz com que a educação em geral no Brasil seja bem diferente de países europeus.

Na Europa, os países formam três grupos principais: o dos países anglo-saxões (Inglaterra, Escócia, Irlanda, Alemanha, Áustria, Suíça), o de países neo-latinos (França, Espanha, Itália, Portugal) e o dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Finlândia). Estes últimos apresentam níveis elevadíssimos de Índice de Desenvolvimento Humano e, sugestivamente, os melhores índices de trânsito de todo mundo. Os países onde o nível de educação é elevado tem o melhor IDH e apresentam os melhores índices de segurança de trânsito.

Se conseguirmos elevar a educação formal do Brasil aos níveis da educação formal dos países nórdicos (europeus), teremos melhorado a qualidade dos nossos condutores de tal forma que os níveis de acidentes certamente irão refletir a conquista.

Cidadãos educados adequadamente são bons filhos, bons alunos, bons condutores e bons cidadãos. Quando constituírem famílias, serão por sua vez bons pais, bons educadores, bons políticos e darão bons exemplos pessoais de cidadania. A fórmula ideal parece ser, assim, a da boa educação formal com educação para o trânsito nas escolas, em todos os níveis.  Menos que isso ou só a metade não darão os resultados que a Sociedade Brasileira está exigindo.

Conforme publicação da "Associação Por Vias Seguras" há quarenta anos circulavam 300 mil veículos na cidade do Rio de Janeiro. Hoje (2010), são cerca de 2 milhões de automóveis de passeio, segundo o DETRAN/RJ. Nesta estatística não estão incluídos os táxis, os transportes coletivos e os de carga. Com esse aumento significativo da frota automotiva da cidade, as características do trânsito mudaram muito. Mais carros, mais acidentes, mais dificuldades para estacionar, mais engarrafamentos. O desrespeito, a hostilidade e a agressividade vêm-se destacando atualmente no trânsito das grandes cidades. Mortes, brigas, mutilações são conseqüências de ações irresponsáveis e da falta de educação para o trânsito. É preciso reverter esse quadro terrível em que se transformou o trânsito. Conhecer e respeitar as leis de trânsito, exercer a cidadania, respeitando os outros para poder ser respeitado, são os princípios básicos para promover essa mudança tão urgente. Formar-se um cidadão consciente de seus direitos e deveres no trânsito, também passa por conhecer a realidade do trânsito em nossa cidade, bem como no país. As estatísticas nacionais de acidentes de trânsito constituem uma excelente fonte de informações e dados sobre essas realidades.