Como motorista preventivo, procure
um posto da Polícia Rodoviária ou alguém da empresa responsável pela
administração da via (se for pedagiada) e faça a comunicação informando o local
exato da ocorrência para que providências sejam tomadas.
Neblina:
Neblina, chuva, vento, granizo e neve
constituem condições potencialmente adversas para um motorista.
A ocorrência de um ou mais desses fatores aumenta a possibilidade de
acontecer acidentes.
Nesse caso, o motorista exposto a maiores riscos,
deve ficar mais atento aos perigos, e dirigir com o máximo de atenção e
prudência, ajustando-se às condições encontradas, principalmente com
velocidade abaixo da estabelecida,
pois a indicação de velocidade máxima permitida é
estipulada para condições de tempo normais.
As razões para a redução de velocidade são
diversas, mas a principal é a diminuição da visibilidade, considerando que
a ocorrência de dificuldade ou, muitas vezes, de impossibilidade para se
distinguir outros veículos, pedestres, sinais de trânsito ou qualquer
obstáculo. Com a chuva ou com a pista molhada os pneus podem perder
o contato com o asfalto e o veículo aquaplanar.
Nessas
condições de trânsito, o bom funcionamento do limpador de pára-brisas
e das luzes externas, bem como o estado dos pneus contribuem para
aumentar a segurança dos veículos no dirigi-lo. Mesmo durante o dia
mantenha os faróis baixos acesos. Não trafegue pelo acostamento e não
realize ultrapassagens.
Falta de acostamento:
As vias sem acostamento e de pista simples
representam maior perigo para os motoristas
por terem, na sua maioria, o fluxo de veículos trafegando nos dois
sentidos em regime de mão dupla. A sua falta dá uma sensação de estreitamento de pista,
o que provoca um desconforto aos motoristas aumentando os riscos de
acidentes. A largura de uma pista com duas faixas de rolamento é de 7
metros, enquanto que o acostamento mede 2,50 metros. Portanto, não existe
pista estreita e sim pista sem acostamento. Muitos dizem também, que
existe um elevado grau de perigo para as pontes estreitas. Se a ponte
possui o mesmo número de faixas de rolamento que a pista e apenas não
possui acostamento, não se trata de ponte estreita.
Muitas vias de pista simples têm o acostamento em nível inferior ao da
pista de rolamento, formando uma espécie de degrau oferecendo grande
perigo aos condutores de veículos, principalmente aos motociclistas. Não
entendemos a razão desse grave problema. Por que não asfaltar o
acostamento no mesmo nível da pista se os dois fazem parte da via?
Outro fator que oferece grande risco aos usuários que trafegam por pistas
sem acostamento é a altura da vegetação que em muitos casos encobre os
sinais de trânsito, quando estes existem, deixando os motoristas em
situações desagradáveis.
Perfil e traçado:
Além da falta de acostamento nas vias com pistas
simples, com o trânsito em mão dupla, outros problemas tendem a oferecer
grande risco aos motoristas. São eles: o traçado e o perfil da via.
Referindo-se ao
traçado, em alguns pontos existem curvas consideradas pontos críticos por não apresentarem o caimento para o lado
que se faz a manobra, o que é chamado de "super elevação",
atuando como uma força centrípeta que faz com que o veículo não saia do eixo da via. Em
qualquer situação, ao entrar numa curva o motorista deve trafegar com
velocidade compatível.
Já com relação ao perfil, ressaltamos que os "aclives acentuados"
são pontos favoráveis à ocorrência de acidentes pela falta de
visibilidade. Acreditamos que a construção de uma 3ª faixa daria mais
segurança aos motoristas evitando as ultrapassagens perigosas. Lembramos que a falta da 3ª faixa não justifica
a ultrapassagem indevida.
Com relação aos longos "declives acentuados" muitas
vezes acompanhados de curvas seguidas de pontes, acentuam-se os riscos de
acidentes. Neste caso, o motorista deverá trafegar com velocidade
reduzida. Veículos de carga nunca devem descer na "banguela"
(desengrenados/ponto morto).