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Condições de perigo nas rodovias

Animais na pista:

Além das péssimas condições das rodovias com excesso de buracos, com  os sinais de trânsito encobertos pela vegetação e com a falta de conservação das cercas nas áreas lindeiras é praticamente impossível desviar de animais que invadem a pista de rolamento. Não raro, podemos nos deparar com animais de grande porte  (bois e cavalos) o que torna o trecho da estrada bem mais perigoso. Isso não significa dizer que os pequenos animais (cachorros, pacas, preás) não são perigosos. No primeiro caso, o atropelamento pode destruir o veículo e no segundo a tentativa de desviar bruscamente é uma manobra que pode terminar em saída da pista ou capotamento. Em ambos os casos as conseqüências podem ser fatais para os ocupantes.

Por isso, se à margem de uma via notarmos animais, e na outra margem outros tantos, podemos prever que de um momento para outro, os mesmos poderão lançar-se à travessia. O cuidado que devemos tomar é o de passar o mais devagar possível, sem assustá-los. Reduzir a velocidade é a primeira atitude a ser tomada. A tentativa de retirar os animais da pista ou de sua proximidade, poderá espantá-los, provocando maior perigo. Não buzine e nem acenda os faróis, para não assustá-los. Após passar pelos animais, pisque os faróis para os veículos em sentido contrário e faça um sinal com a mão para baixo, mostrando quatro dedos. Isso significa, "na linguagem dos estradeiros" um aviso de que há animais à frente.

Como motorista preventivo, procure um posto da Polícia Rodoviária ou alguém da empresa responsável pela administração da via (se for pedagiada) e faça a comunicação informando o local exato da ocorrência para que  providências sejam tomadas.

Neblina:

Neblina, chuva, vento, granizo e neve constituem condições potencialmente adversas para um motorista. A ocorrência de um ou mais desses fatores aumenta a possibilidade de acontecer acidentes.

 Nesse caso, o motorista exposto a maiores riscos, deve ficar mais atento aos perigos, e dirigir com o máximo de atenção e prudência, ajustando-se às condições encontradas, principalmente com velocidade abaixo da estabelecida, pois a indicação de velocidade máxima permitida é estipulada para condições de tempo normais.

As razões para a redução de velocidade são diversas, mas a principal é a diminuição da visibilidade, considerando que a ocorrência de dificuldade ou, muitas vezes, de impossibilidade para se distinguir outros veículos, pedestres, sinais de trânsito ou qualquer obstáculo. Com a chuva ou com a pista  molhada os pneus podem perder o contato com o asfalto e o veículo aquaplanar.

Nessas condições de trânsito, o bom funcionamento do limpador de pára-brisas e das luzes externas, bem como o estado dos pneus contribuem para aumentar a segurança dos veículos no dirigi-lo. Mesmo durante o dia mantenha os faróis baixos acesos. Não trafegue pelo acostamento e não realize ultrapassagens.

Falta de acostamento:

As vias sem acostamento e de pista simples representam maior perigo para os motoristas por terem, na sua maioria,  o fluxo de veículos trafegando nos dois sentidos em regime de mão dupla. A sua falta dá uma sensação de estreitamento de pista, o que provoca um desconforto aos motoristas aumentando os riscos de acidentes. A largura de uma pista com duas faixas de rolamento é de 7 metros, enquanto que o acostamento mede 2,50 metros. Portanto, não existe pista estreita e sim pista sem acostamento. Muitos dizem também, que existe um elevado grau de perigo para as pontes estreitas. Se a ponte possui o mesmo número de faixas de rolamento que a pista e apenas não possui acostamento, não se trata de ponte estreita.

Muitas vias de pista simples têm o acostamento em nível inferior ao da pista de rolamento, formando uma espécie de degrau oferecendo grande perigo aos condutores de veículos, principalmente aos motociclistas. Não entendemos  a razão desse grave problema. Por que não asfaltar o acostamento no mesmo nível da pista se os dois fazem parte da via?

Outro fator que oferece grande risco aos usuários que trafegam por pistas sem acostamento é a altura da vegetação que em muitos casos encobre os sinais de trânsito, quando estes existem, deixando os motoristas em situações desagradáveis.

Perfil e traçado:

Além da falta de acostamento nas vias com pistas simples, com o trânsito em mão dupla, outros problemas tendem a oferecer grande risco aos motoristas. São eles: o traçado e o perfil da via. Referindo-se ao traçado, em alguns pontos existem curvas consideradas pontos críticos por não apresentarem o caimento para o lado que se faz a manobra, o que é chamado de "super elevação", atuando como uma força centrípeta que faz com que o veículo não saia do eixo da via. Em qualquer situação, ao entrar numa curva o motorista deve trafegar com velocidade compatível.

Já com  relação ao perfil, ressaltamos que os "aclives acentuados" são pontos favoráveis à ocorrência de acidentes pela falta de visibilidade. Acreditamos que a construção de uma 3ª faixa daria mais segurança aos motoristas evitando as ultrapassagens perigosas. Lembramos que a falta da 3ª faixa não justifica a ultrapassagem indevida.

Com relação aos longos "declives acentuados" muitas vezes acompanhados de curvas seguidas de pontes, acentuam-se os riscos de acidentes. Neste caso, o motorista deverá trafegar com velocidade reduzida. Veículos de carga nunca devem descer na "banguela" (desengrenados/ponto morto).