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Os Acidentes não ocorrem por acaso. Sob o ponto de vista, a fadiga, doenças cardiovasculares, efeitos de drogas, álcool, deficiência dos órgãos de visão/audição, além de condições psíquicas adversas, são fatores que podem precipitar a ocorrência de um acidente.

A habilidade de um motorista reside na razão direta de suas possibilidades psicofisiológicas e do grau de seu treinamento.

Um apreciável número de acidentes é devido a um déficit visual, responsável pela apreciação imperfeita das imagens, distâncias e velocidade.

Dirigir um automóvel, hoje em dia, constitui verdadeira aventura e devemos conhecer nossas reais possibilidades antes de tomar o volante.

Outro problema se refere à ingestão, às vezes mesmo moderada, de álcool, drogas psicotrópicos e tranqüilizantes, além de distúrbios do comportamento psíquico dos motoristas. A ocorrência de tais fatores deve ser impedida, uma vez que as conseqüências serão sempre danosas.

Cuidados ao volante

As exigências de ordem física e mental que capacitam um individuo a dirigir  um automóvel, estão na dependência não só da sua própria constituição, mas também do tipo de veículo e suas finalidades. Três são os tipos de veículos a considerar: o carro de passeio, o veículo comercial e o de transporte de passageiros. Os motoristas destes dois últimos raramente escolhem as horas em que devem dirigir e tampouco o caminho a percorrer. Já o motorista do carro particular, na maioria dos casos, pode escolher a ambos. Os motoristas de veículos comerciais e de transporte de passageiros trabalham mais horas diárias do que os de carros particulares.

Por isso, as atenções devem ser redobradas no sentido de verificar que a máquina humana deve sempre estar em boas condições para poder corresponder às exigências, cada vez maiores, impostas não só pela alta velocidade, como também pelo número crescente de veículos em circulação.

Não há dúvida nesse particular de que um atitude de indecisão ante o perigo, tempo de reação retardado, distúrbios emocionais e em capacidade física, incluídas as imperfeições dos órgãos sensoriais, são basicamente responsáveis pela maioria de acidentes.

Assim, a principal causa de acidentes reside no próprio motorista, sua inteligência, seu sentido de responsabilidade pessoal, suas reações aos vários estímulos externos em condições normais e sob "stress", e ainda sua habilidade em bom ou mau estado de saúde.

Na avaliação das condições necessárias para que um indivíduo possa dirigir, dever ser levado em conta o tempo de exposição ao risco de acidente. Assim, quem dirige 8 horas diárias tem mais probabilidade de apresentar, enquanto dirige, uma deficiência qualquer de que porventura seja portador, do que aquele que opera algumas horas por semana, em trajetos curtos. No primeiro, qualquer tipo de deficiência pode ser acentuada não só pela fadiga e monotonia, como pelos altos níveis de ruído ambiente, que excedem 100 decibéis em volume, por vezes, dentro da cabine de um veículo de transporte pesado ou de passageiros, com repercussão evidente sobre o estado emocional do motorista.

Drogas e remédios  

O uso de drogas é de alto risco para a segurança do motorista. Os tranqüilizantes e anti-alérgicos podem provocar confusão, perda de atenção e sonolência.  Pílulas estimulantes podem prejudicar a capacidade de concentração e criar um falso estado de autoconfiança. Doses  elevadas de analgésicos são extremamente perigosos.

O uso de medicamentos pode constituir sérios problemas para quem dirige. Grande parte desses medicamentos possui substâncias capazes de reduzir a capacidade do indivíduo na sua tarefa de dirigir, sendo, também, responsáveis por grande número de acidentes.

 De forma alguma devemos assumir a responsabilidade de dirigir um veículo sob o efeito de qualquer medicamento, sem antes estarmos devidamente autorizados pelo médio que o prescreveu.

Todos os medicamentos que sejam calmantes ou anti-histamínicos (anti-alérgicos), poderão produzir os mesmos efeitos de retardamento dos reflexos. E usados concomitantemente com o álcool produzirão efeitos imprevisíveis (excitação máxima seguida de pressão violenta.